Sem dúvida, já ouviste a frase do título. Deve
está pensando: ‘mas ela não é assim’. Sim, estais corretíssimo. Deveria ser
“diga-me com quem tu andas, quem eu te direi quem és”, porém ela será tema para
outro texto. Aqui vou tratar da frase adaptada. Ela de repente nunca foi ouvida
por você, mas ela é vivenciada todos os dias. Não acredita? Vou te provar! O
que você tem de valor: celular? Carro? Tem casa própria? E terno microfibra?
Qual a marca do seu tênis ou sandália? Onde trabalha? Ganha quanto? Pergunta
final e mais importante: tem cartão de crédito?
Bom, em nossa sociedade –atual e moderna–, aquele
que tem um celular é alguém. Papi Jorge me ensinou que seria alguém na vida se
tivesse dignidade e amor pelos outros. Acredito muito nele, mas se não tivesse
celular ou dinheiro para comprar feijão, arroz, açaí, cachorro-quente e tudo o
mais que é oferecido; eu seria alguém? Imaginemos, viveria hoje no Brasil
alguém sem celular? Impossível, né! Alguém pode afirmar: ‘Só nos livros de
História do século passado’. Porém, se seu celular ainda tem teclado, igual ao
meu, ele não é mais celular, e sim, celularssauro!
Hoje, quem não tem carro? A primeira impressão
parece que são poucos! Quem não tem carro, pelo menos tem carteira de
motorista. Não creio? Não tens carteira? Que isso! Bem vindo ao clube, pois,
somos três, eu, o meu amigo Alex (ele está nos quarenta!) e você. Sabe porquê
somos pobres? A mensagem que recebemos é a seguinte: não sabemos aproveitar as
oportunidades do mundo capitalista. Você concorda? No decorrer do texto, minha
opinião será clara. Por exemplo, afirma-se que o mundo automobilístico dá boas
oportunidades de crescimento, só não aproveita, quem não quer (traduzindo: não
tem capacidade).
Acreditando nisso, resolvi montar um negócio,
e logo, ficar muito rico (aí terei a oportunidade de comprar uma Ferrari. Não,
prefiro uma Mercedes. Ou melhor, uma Mclarier. Pensando melhor, um Camaro
amarelo. Já sei, sonhei de mais, pois, quem em Belford Roxo, teria a capacidade
de ter um carro desse? R$ 200.000,00 reais, só um super rico (se não me engano,
já vi um desses por aqui, ou melhor, dois). Voltando ao empreendimento. Pensei
no seguinte: como o fluxo de carro aumentou e muito(!) em nossa cidade (depois
penso em expandir pelo Estado), montarei algumas tendas no decorrer da Av.
Joaquim da Costa Lima com livros, computadores com internet, máquinas de suco,
água, água de coco, salgados, cachorro quente, videogame e outros (depois,
penso em mais coisas). Se por acaso, montares um tenda antes de mim, chamarei a
defesa policial, pois, roubaste minha ideia.
Serei o maior empreendedor, um ricão! Ligarei
para o Eike Bastita (o homem mais rico do Brasil. O pai do Thor, não o dos
Vingadores, mas sim, daquele que matou o rapaz em Caxias e nada aconteceu!) e
direi: “Seu Eika/Eike, sei lá o quê; não foi preciso ser
seu filho para alcançar a glória”. Ele responderá: “como conseguiu tal
façanha”. Responderei: “não interessa pra você, palhaço!”. Melhor voltar a
realidade. Seu eu conseguisse o número do telefone dele, já seria um milagre. E
se ele atendesse, já seria outro e com certeza ouviria: “E daí? Quem és? Não me
interessa o que faz, pois eu sempre o superarei”. Como diz meu amigo Digão:
“toma! Era melhor ter ficado no seu cantinho”.
Deve está se perguntando: Que doido vai querer
montar barracas pela estrada para vender coisas? Simples. Outro dia fui
atravessar a pista (avenida) em São Bernardo, levei só 10 minutos. Eram apenas,
se não me engano, 4 metros de distância (se estiver errado, é culpa de minha
esposa). Aí tive a brilhante ideia. Se cada pessoa demora 10 minutos da vida
para atravessar um pequeno espaço, elas precisam aproveitar esse tempo. Eu, que
preciso de dinheiro, para comprar coisas (e ser alguém!), concluí, que posso
vender algo para elas não perderem mais tempo. Casamento perfeito! Eu ofereço
coisas que os outros precisam e eles pagarão para eu ter mais dinheiro e me
tornar um mega-super-astronômico rico.
Ou seja, quando for atravessar para o outro
lado e demorar, não sentirá mais raiva, e sim, alegria; pois o tempo de espera,
não será mais em vão. Sabe por quê? Porque, poderá mandar um e-mail ou curtir/compartilhar alguma
coisa no facebook; ou tomar um suco bem gelado; ou ainda matar a fome. Pronto,
eu resolvi (e só eu!) o problema da depressão, violência e ansiedade. Ganharei
dinheiro, enquanto, farei a felicidade dos outros.
Se chegou até aqui e pensou: "que ideia
idiota". Indago: "‘Peraí’, mas por que as empresas de cartões de
créditos, as Casas Bahia, os Bancos (Itaú, Bradesco, Santander e etc.) ganham
dinheiro em cima das pessoas com mentiras e falcatruas, e ninguém chama de
idiota?"
Deixa
para lá, pois isso é assunto para um próximo texto!