segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Defesa da democracia? Que nada, é apenas falácia.

  O Globo terá que pedir desculpas pelos erros cometidos em sua história quase por inteira. Ele(s) não defende(m) a democracia, e sim, irrestritamente os ideias do liberalismo, que são a verdadeira bandeira dele(s) e de alguns "carnívoros capitalistas".
  A real é que nunca defenderão a democracia se seus interesses estiverem em risco, principalmente, segundo o olhar deles, se houver os 'dedinhos' dos "comunistas comedores de criancinhas" (fantasista surgida na década de 1950 nos EUA, para criar uma imagem ruim do socialismo soviético, que era ano-luz distante da teoria de Marx).

  Infelizmente, baseando-me em algumas informações, permito-me deduzir que coisa ruim está sendo tramada, alavancada pelo medo dos movimentos de julho que estremeceram o país... Se vai sair do papel ou se terá resultado, é "outros 500".

http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos/t/edicoes/v/apoio-editorial-ao-golpe-de-64-foi-um-erro-reconhecem-as-organizacoes-globo/2798447/

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Alguém pode ajudar minh'alma?

Certo dia, perguntei a minh'alma:
- O que houve? Por que está tão inquieta?
Respondeu:
- Uma questão corrói meus sentidos.
Curioso indaguei:
- Mas o que seria?
No fundo ouvi bem baixinho:
- Eu não entendo. Preciso de uma resposta, agora! Eis a minha dúvida: - Fechar uma rua em prol de uma manifestação que trará benefício para a comunidade é atrapalhar o ir e o vir de alguns? Para o governador do RJ, que me recuso a citar o nome, e outros, a resposta é sim. Contudo, fechar várias ruas no entorno de um estádio (Maracanã, Mineirão, Fonte Nova etc.) para uma instituição chamada FIFA, impedindo que cidadãos se deslocam por ali, conforme é natural diariamente, também não é atrapalhar o ir e vir dos outros?
 Por que a polícia é convocada para acabar com a primeira ação, e na segunda, é para defendê-la?
 Alguém pode me ajudar?

domingo, 28 de abril de 2013

TEORIA DISTANTE DA PRÁTICA


Fala-se de Jesus,
mas desconhecem seu
verdadeiro sentido.

A ele pedem de tudo:
carro, casa, dinheiro, trabalho...
Porém, esquecem que
para Ele nada disso importa.

Pois o importante é que
sejamos humanos,
amando aqueles que perderam
sua dignidade, esperança, vida, e etc.;
portanto, os que perderem
a humanidade.

ESQUECIMENTOS


Enquanto uns, pelo menos aparentemente
São felizes por poder comprar:
Carros, casa, celular e etc., ou seja,
Manter seus status elevado.
Muitos, descaradamente, sentem-se humilhados
por não ter o que comer.

Mas a frase “a culpa é dele”,
traz em seu interior a justificativa
de culpar aquele que sofre.
Esquecemos que os problemas sociais
não vem de indivíduos; e sim
de uma sociedade egoísta.

Discutir isso porquê?
O importante é eu ter.
Por que se preocupar com o Outro?
Eu faço minha parte, e ele, que faça a dele.
Do alto do castelo de areia se afirma
“Se ele não tem, o problema não é meu!”

Todavia, lá no fundo sabemos que
o problema não é ele; porque
o problema é que nós esquecemos
o humano, e simplesmente nos trocamos
por coisas fúteis, que nos dão
a sensação de sermos alguém.

domingo, 14 de abril de 2013

ME DIGA O QUE TENS, QUE EU TE DIREI QUEM ÉS!


 Sem dúvida, já ouviste a frase do título. Deve está pensando: ‘mas ela não é assim’. Sim, estais corretíssimo. Deveria ser “diga-me com quem tu andas, quem eu te direi quem és”, porém ela será tema para outro texto. Aqui vou tratar da frase adaptada. Ela de repente nunca foi ouvida por você, mas ela é vivenciada todos os dias. Não acredita? Vou te provar! O que você tem de valor: celular? Carro? Tem casa própria? E terno microfibra? Qual a marca do seu tênis ou sandália? Onde trabalha? Ganha quanto? Pergunta final e mais importante: tem cartão de crédito?

 Bom, em nossa sociedade –atual e moderna–, aquele que tem um celular é alguém. Papi Jorge me ensinou que seria alguém na vida se tivesse dignidade e amor pelos outros. Acredito muito nele, mas se não tivesse celular ou dinheiro para comprar feijão, arroz, açaí, cachorro-quente e tudo o mais que é oferecido; eu seria alguém? Imaginemos, viveria hoje no Brasil alguém sem celular? Impossível, né! Alguém pode afirmar: ‘Só nos livros de História do século passado’. Porém, se seu celular ainda tem teclado, igual ao meu, ele não é mais celular, e sim,  celularssauro!

 Hoje, quem não tem carro? A primeira impressão parece que são poucos! Quem não tem carro, pelo menos tem carteira de motorista. Não creio? Não tens carteira? Que isso! Bem vindo ao clube, pois, somos três, eu, o meu amigo Alex (ele está nos quarenta!) e você. Sabe porquê somos pobres? A mensagem que recebemos é a seguinte: não sabemos aproveitar as oportunidades do mundo capitalista. Você concorda? No decorrer do texto, minha opinião será clara. Por exemplo, afirma-se que o mundo automobilístico dá boas oportunidades de crescimento, só não aproveita, quem não quer (traduzindo: não tem capacidade).

 Acreditando nisso, resolvi montar um negócio, e logo, ficar muito rico (aí terei a oportunidade de comprar uma Ferrari. Não, prefiro uma Mercedes. Ou melhor, uma Mclarier. Pensando melhor, um Camaro amarelo. Já sei, sonhei de mais, pois, quem em Belford Roxo, teria a capacidade de ter um carro desse? R$ 200.000,00 reais, só um super rico (se não me engano, já vi um desses por aqui, ou melhor, dois). Voltando ao empreendimento. Pensei no seguinte: como o fluxo de carro aumentou e muito(!) em nossa cidade (depois penso em expandir pelo Estado), montarei algumas tendas no decorrer da Av. Joaquim da Costa Lima com livros, computadores com internet, máquinas de suco, água, água de coco, salgados, cachorro quente, videogame e outros (depois, penso em mais coisas). Se por acaso, montares um tenda antes de mim, chamarei a defesa policial, pois, roubaste minha ideia.

 Serei o maior empreendedor, um ricão! Ligarei para o Eike Bastita (o homem mais rico do Brasil. O pai do Thor, não o dos Vingadores, mas sim, daquele que matou o rapaz em Caxias e nada aconteceu!) e direi: “Seu Eika/Eike, sei lá o quê; não foi preciso ser seu filho para alcançar a glória”. Ele responderá: “como conseguiu tal façanha”. Responderei: “não interessa pra você, palhaço!”. Melhor voltar a realidade. Seu eu conseguisse o número do telefone dele, já seria um milagre. E se ele atendesse, já seria outro e com certeza ouviria: “E daí? Quem és? Não me interessa o que faz, pois eu sempre o superarei”. Como diz meu amigo Digão: “toma! Era melhor ter ficado no seu cantinho”.

 Deve está se perguntando: Que doido vai querer montar barracas pela estrada para vender coisas? Simples. Outro dia fui atravessar a pista (avenida) em São Bernardo, levei só 10 minutos. Eram apenas, se não me engano, 4 metros de distância (se estiver errado, é culpa de minha esposa). Aí tive a brilhante ideia. Se cada pessoa demora 10 minutos da vida para atravessar um pequeno espaço, elas precisam aproveitar esse tempo. Eu, que preciso de dinheiro, para comprar coisas (e ser alguém!), concluí, que posso vender algo para elas não perderem mais tempo. Casamento perfeito! Eu ofereço coisas que os outros precisam e eles pagarão para eu ter mais dinheiro e me tornar um mega-super-astronômico rico.

 Ou seja, quando for atravessar para o outro lado e demorar, não sentirá mais raiva, e sim, alegria; pois o tempo de espera, não será mais em vão. Sabe por quê? Porque, poderá  mandar um e-mail ou curtir/compartilhar alguma coisa no facebook; ou tomar um suco bem gelado; ou ainda matar a fome. Pronto, eu resolvi (e só eu!) o problema da depressão, violência e ansiedade. Ganharei dinheiro, enquanto, farei a felicidade dos outros.

 Se chegou até aqui e pensou: "que ideia idiota". Indago: "‘Peraí’, mas por que as empresas de cartões de créditos, as Casas Bahia, os Bancos (Itaú, Bradesco, Santander e etc.) ganham dinheiro em cima das pessoas com mentiras e falcatruas, e ninguém chama de idiota?"

  Deixa para lá, pois isso é assunto para um próximo texto! 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Até quando a omissão será nossa bandeira?

 Semana passada um casal de jovens foi morto no bairro do Gogó da Ema.  Fiquei chocado, pois mais vidas se perderam de forma cruel (a morte por violência em si já é cruel), já que tiveram cabeças e pés cortados.

 Por esse e outros fatos Belford Roxo retorna ao “bang-bang” de tempos atrás. Mas de lugar violento na década de 1980 pelos altos índices de homicídio (os mais velhos contam que era lugar de “desova”), agora (juntamente com outros municípios da Baixada) passa a ser cidade recebedora de traficantes expulsos da cidade do Rio de Janeiro. UPP, que belo projeto, pois consegue ‘salvar’ o centro para a Copa do Mundo. Porém para onde os traficantes migram? Será que desaparecem num passe de mágica? Claro que não. Migram para onde o Estado autoriza, e é uma autorização que se manifesta por sua omissão.

 Em boa parte da Baixada temos os seguintes conflitos: traficantes do comando A contra traficantes do comando B; traficantes do comando A ou B contra a polícia (há traficantes que pagam a polícia para poder funcionar); traficantes do comando A ou B contra a milícia; e etc. Que se intensificaram com a limpeza do Rio.

 Entretanto, não quero falar da omissão do poder público, e sim, das igrejas que se dizem cristã, especificamente “evangélicas”. Em cada esquina se houve falar de Jesus e de amor, contudo, na prática só são falácias. No momento em que Belford Roxo vira reduto de traficantes que fogem do Rio, a igreja se mantém omissa. Este é o momento mais propício para que a união em Cristo se concretize e rompa as barreiras do que nos impedem de sermos aquilo que Jesus sonha/sonhou.

Segundo a Bíblia o amor prevalece, no entanto, é com prática que ele se concretiza. Se quisermos pregar o evangelho de forma genuína e bela, devemos resgatar, e caso nunca tenha existido fazer surgir, o lugar político das igrejas. Lugar este que possibilitará dizer não a violência. E não é necessário ter medo, pois juntos somos muitos e fortes. Parafraseando a Bíblia: quem poderá deter os que têm fé e lutam pelo amor?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Humanos são insubstituíveis!

Podemos ser substituíveis para o capital e para aqueles que possuem o aparente poder de 'mandar'; mas estes por medo de serem substituídos, aceitam a dinâmica de substituir os Outros, sem o mínimo cuidado e carinho. Todavia, para aqueles que pensam e vivem humanamente (que se baseiam nos princípios do amor e da justiça!) somos únicos e insubstituíveis.