"porém não podemos largar a nossa imensa
responsabilidade (participar e cobrar); pois afinal de contas, ela determinará
como será nosso trato com os humanos (inclusive, nós mesmos). Sendo assim, caso
Jesus resolva dar uma passadinha por aqui, ele terá uma boa impressão de nós!"
Se Jesus voltasse a terra hoje para nos fazer uma
visitinha, o que ele sentiria? Sem dúvida, sentiria muita vergonha de nós. Por
quê? Simples, porque descumprimos seu mandamento primordial: amar o Outro. A
maior parte dos católicos, evangélicos, espíritas, candomblecistas e etc.,
portanto, aqueles que acreditam em Jesus, estão deixando de lado o que é bom:
as pessoas. E pensam mais nos objetos (casa, carro, celular, computador,
internet, roupas, tênis, etc. e etc.). Acredito que não devemos largar tudo e só
pensar nas pessoas. Mas sim, mudar as prioridades, portanto, antes de pensar
nos objetos, valorizar as pessoas para que não haja: fome, mendigos, violência,
mortes (nos hospitais ou no trânsito), ou seja, que desapareçam todos os males
contra nós (humanos).
Nós, por medo, esperteza ou por inconsciência, queremos
sempre jogar a culpa no outro. Se o hospital/posto de saúde, a escola, o
transporte, não funcionam, sempre é culpa dos políticos. E nós, qual a nossa
participação? Quando não cobramos e não nos unimos para cobrar soluções (mesmo
que seja preciso enfrentar a polícia), participamos indiretamente de todos os
males, portanto, ou seja, tornamo-nos corresponsáveis (é claro, que em grau
diferente dos responsáveis direto) do óbito de uma criança; dos jovens que se
sentem inferior por não passar no vestibular; das pessoas que precisam
enfrentar o caos nos hospitais ou no transporte público todo santo dia; e até
do trabalhador que sem opção precisa vender seu trabalho por um salário que não
é digno de um ser humano.
Escolher um prefeito e um vereador é muita
responsabilidade. Pois decidimos como será nossa saúde, educação, segurança,
limpeza das ruas, cuidado com os idosos (e até mulheres, crianças e portadores
de necessidades espaciais) e muitas outras coisas, por quatro longos anos. Tem
político que se apresenta como experiente politicamente e que é o salvador da
cidade. Mas alguém pode ser experiente sem cumprir um mandato por inteiro?
Quando vereador, não cumpriu o mandato (apenas 2 anos), pois concorreu para
deputado estadual (só cumpriu 2 anos) e agora quer se tornar prefeito. O
interesse é governar, ou simplesmente tomar o poder? Outra perguntinha: quando
ele vai divulgar que votou a favor do aumento na passagem das barcas? Outro
candidato dizia que ia fazer diferente, contudo, trocou votos por emprego. Ele
conseguiu emprego para pessoas por prazer e interesse em vê-las felizes ou
porque quer um cargo público? Na eleição de 2010, pediram-me para votar nele
(vereador), pois era bonzinho e conseguia emprego para as pessoas (eu pensei
que na Câmara se decidia o melhor para a cidade e não que era um balcão de
emprego.).
As eleições se passaram e já decidimos quem serão
nossos representantes (e já sabemos que a maior parte dos que entraram, só
estarão lá para ganhar dinheiro), porém não podemos largar a nossa imensa
responsabilidade (participar e cobrar); pois afinal de contas, ela determinará
como será nosso trato com os humanos (inclusive, nós mesmos). Sendo assim, caso
Jesus resolva dar uma passadinha por aqui, ele terá uma boa impressão de nós!
PM
(outubro-dezembro de 2012)