quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

QUAL O SIGNIFICADO DO NATAL, MESMO?


Belo natal! Dia como nenhum outro.
Em homenagem a Jesus Cristo, paramos tudo
e fazemos de tudo para relembrar seu
nascimento, e sem dúvida, encher-nos muito?!

É muita comida: arroz de todo jeito, peru,
pernil, bacalhau, lombo, ..., vinho, cerveja,
refrigerante, ou melhor, Coca-cola, ...,
pudim, pavê, mousse, sorvete e tudo o mais.

É uma ostentação só! A disputa com
o vizinho pela ceia maior, é super acirrada.
24h, todo mundo diz: Feliz natal!
Muitos, só da boca para fora.

Do outro lado da rua ou do bairro,
uma família vai dormir.
Mas há alguma coisa errada, pois ainda
são 23h. O que será que aconteceu?
Nada de mais, eles só não tem nada para comer.
Porque, não têm dinheiro para comprar.

Enquanto isso, comemos e celebramos.
Vivemos a bela realidade.

Nossa, quanta felicidade Jesus deve
sentir em seu aniversário!
Cumprimos direitinho seu mandamento...

Qual o mandamento mesmo?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Humanos esquecidos pelos humanos.

Reflexão feita para o facebook...


"Por que não falar que tudo isso é resultado de um sistema corrupto e que trata o ser humano como não humano (quem é humano diante do capital? Parece que é só o que tem muito $$$)? Por que não citar, mesmo que seja bem rapidinho, que tudo, 'tudinho' mesmo, que foi passado pela reportagem é legitimado pela própria emissora?"

A reportagem exibida ontem pelo "Profissão Repórter" da Globo, foi super importante para nos fazer refletir sobre quais são nossas prioridades no mundo moderno, ou como afirma Z. Bauman, em tempos líquidos (questionamento que me faço muitas vezes e que procuro conscientizar quando escrevo). TODAVIA, no final do programa, toda a comoção suscitada pelas imagens e histórias, foi transpassada para a revolta que me dá ao ver o nome ALI KAMEL.

É muito fácil mostrar as imagens e nos comover, porém o que é importante sempre fica oculto. O que nos faz ser assim (egoístas)? O que nos torna mais consumidores do que humanos? Existem milhares de questões, mas não há espaço aqui para citá-las... 
Por que questionar durante o programa a ação das famílias, no caso de abandonar, e não o que legitima tais ações? Por que não falar que tudo isso é resultado de um sistema corrupto e que trata o ser humano como não humano (quem é humano diante do capital? Parece que é só o que tem muito $$$)? Por que não citar, mesmo que seja bem rapidinho, que tudo, 'tudinho' mesmo, que foi passado pela reportagem é legitimado pela própria emissora?

As questões mais pertinentes que podem transformar nossa sociedade, não serão desenvolvidas ou debatidas, por aqueles que legitimam a maneira que vivemos. Na verdade, tem que partir daqueles que conseguem ver e entender a 'corrupção-imposta-de-forma-mascarada'. Se não for assim, vamos fazer nossas malas (para onde iremos?), pois mesmo que o fim do mundo não aconteça dia 21/12/12, brevemente chegará; porque o mais importante possivelmente de 2012 não passará: a esperança no humano...

http://g1.globo.com/profissao-reporter/videos/t/programas/v/esquecidos-em-hospitais-parte-1/2301382/

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Poema Angústias profundas

por Paulo Martins


Em minha alma, há uma tristeza profunda.
Indago-me: para onde foi o amor e o carinho
do humano pelo Outro? Nunca existiu?
Na verdade, existe e não está longe.
Está dentro de nós.

Todavia, no mundo em vivemos,
um mundo para o consumo,
para encontrá-los não basta só querer;
é preciso desbravar em meio
a um lago de desejos por coisas fúteis.
Lá no mais profundo, há um baú
de codinome CORAÇÃO.

Ao chegar lá, basta abrí-lo;
e como num passe de mágica,
 o humano volta à existência. 


O que escolher? Não há nem o que pensar: Humanos!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

JESUS TERIA VERGONHA DE NÓS...


 "porém não podemos largar a nossa imensa responsabilidade (participar e cobrar); pois afinal de contas, ela determinará como será nosso trato com os humanos (inclusive, nós mesmos). Sendo assim, caso Jesus resolva dar uma passadinha por aqui, ele terá uma boa impressão de nós!"


 Se Jesus voltasse a terra hoje para nos fazer uma visitinha, o que ele sentiria? Sem dúvida, sentiria muita vergonha de nós. Por quê? Simples, porque descumprimos seu mandamento primordial: amar o Outro. A maior parte dos católicos, evangélicos, espíritas, candomblecistas e etc., portanto, aqueles que acreditam em Jesus, estão deixando de lado o que é bom: as pessoas. E pensam mais nos objetos (casa, carro, celular, computador, internet, roupas, tênis, etc. e etc.). Acredito que não devemos largar tudo e só pensar nas pessoas. Mas sim, mudar as prioridades, portanto, antes de pensar nos objetos, valorizar as pessoas para que não haja: fome, mendigos, violência, mortes (nos hospitais ou no trânsito), ou seja, que desapareçam todos os males contra nós (humanos).


 Nós, por medo, esperteza ou por inconsciência, queremos sempre jogar a culpa no outro. Se o hospital/posto de saúde, a escola, o transporte, não funcionam, sempre é culpa dos políticos. E nós, qual a nossa participação? Quando não cobramos e não nos unimos para cobrar soluções (mesmo que seja preciso enfrentar a polícia), participamos indiretamente de todos os males, portanto, ou seja, tornamo-nos corresponsáveis (é claro, que em grau diferente dos responsáveis direto) do óbito de uma criança; dos jovens que se sentem inferior por não passar no vestibular; das pessoas que precisam enfrentar o caos nos hospitais ou no transporte público todo santo dia; e até do trabalhador que sem opção precisa vender seu trabalho por um salário que não é digno de um ser humano.



 Escolher um prefeito e um vereador é muita responsabilidade. Pois decidimos como será nossa saúde, educação, segurança, limpeza das ruas, cuidado com os idosos (e até mulheres, crianças e portadores de necessidades espaciais) e muitas outras coisas, por quatro longos anos. Tem político que se apresenta como experiente politicamente e que é o salvador da cidade. Mas alguém pode ser experiente sem cumprir um mandato por inteiro? Quando vereador, não cumpriu o mandato (apenas 2 anos), pois concorreu para deputado estadual (só cumpriu 2 anos) e agora quer se tornar prefeito. O interesse é governar, ou simplesmente tomar o poder? Outra perguntinha: quando ele vai divulgar que votou a favor do aumento na passagem das barcas? Outro candidato dizia que ia fazer diferente, contudo, trocou votos por emprego. Ele conseguiu emprego para pessoas por prazer e interesse em vê-las felizes ou porque quer um cargo público? Na eleição de 2010, pediram-me para votar nele (vereador), pois era bonzinho e conseguia emprego para as pessoas (eu pensei que na Câmara se decidia o melhor para a cidade e não que era um balcão de emprego.).



 As eleições se passaram e já decidimos quem serão nossos representantes (e já sabemos que a maior parte dos que entraram, só estarão lá para ganhar dinheiro), porém não podemos largar a nossa imensa responsabilidade (participar e cobrar); pois afinal de contas, ela determinará como será nosso trato com os humanos (inclusive, nós mesmos). Sendo assim, caso Jesus resolva dar uma passadinha por aqui, ele terá uma boa impressão de nós!

PM (outubro-dezembro de 2012)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

EM BELFORD ROXO, CARROS SÃO SERES HUMANOS?


 "Seria o ser humano do carro, realmente um ser humano? Ou pior, seria o ser humano sem carro, um ser, que não é ser humano?"

Segundo uma das visões humanas, um ser humano é um ser com capacidade de pensar, ler, entender, criticar, escrever, inventar e outras artimanhas. Em relação à invenção, o ser humano já inventou milhares de coisas. Uma delas foi o carro. Certo dia o homem muito cansado de andar grandes distâncias (e também pequenas!) a pé, resolveu dar maior comodidade a seus deslocamentos, com a criação de um meio que o transportasse para outro lugar de forma ágil e sem esforço físico.

 Para dirigir é necessário ter carteira de motorista, e para tê-la, é preciso ser um ser humano, porque para dirigir é necessário pensar. Logo, quem dirige um carro é um ser humano.

 Há uma cidade do Rio de Janeiro, que tem 120 mil habitantes, e ela é considerada do interior, pois está longe de um grande centro urbano. Falo de Resende. Lá existem muitos motoristas, portanto, tem seres humanos. Nela, um ser humano que esteja dirigindo ao perceber outro ser humano que não tem carro, e que precisa passar no espaço que é destinado ao carro, para seu veículo, para que o ser humano sem carro, passe. O mais engraçado é que tem sinal (semáforo) e mesmo se estiver no verde (para o carro), o seres humanos com o carro, param, em respeito aos que andam.

 Se um morador de Belford Roxo ler essa informação dirá: “só pode ser invenção”. Os seres humanos também criam estórias. Estas são histórias inventadas (tipo a estória da ‘Chapeuzinho Vermelho’); e é chamada de estória, sem ‘h’, pois não é real. Já a história com ‘h’, refere-se a um fato que realmente aconteceu. O que acontece em Resende é muito real, apesar de parecer uma história europeia.

 Em Belford Roxo, se um ser humano deseja atravessar a pista que é destinada aos carros, assume um grande desafio no seu dia: atravessar +/- 4 metros de rua, sem ser atropelado. Nessa cidade, os seres humanos que guiam os carros (que são objetos), diferentemente de Resende, ignoram os humanos desprovidos de carro e seguem sem dar à mínima, impossibilitando que o pobre ser chegue ao outro lado.  Seria o ser humano do carro, realmente um ser humano? Ou pior, seria o ser humano sem carro, um ser, que não é ser humano?

 A Avenida Joaquim da Costa Lima é a principal via da cidade e tem mais ou menos 13 km de extensão. Ela tem tantos semáforos, que precisamos só de uma mão para contá-los (5!). A Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio tem mais ou menos 3 km e bem mais que 5 sinais. Já é sabido que o lugar correto para atravessar é no sinal. Portanto, uma pessoa que queira atravessar de forma segura em B. Roxo, deve se deslocar numa distancia equivalente a Presidente Vargas inteira! Mesmo assim, ainda deve tomar cuidado, pois alguns carros (lembro que são conduzidos por seres humanos), atravessam o sinal, ignorando o sinal vermelho de parar. 

 Depois de rodear muito, chego a uma questão que me angustia de mais: quem é ser humano em Belford Roxo, uma pessoa ou um carro? 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

UTILIDADE PÚBLICA: ALGUMAS PERGUNTAS QUE PRECISAM DE RESPOSTAS.


1) Se eu ou você, por acaso, chegarmos atrasados no trabalho, o que acontece? E se o funcionário do Metrô, da Supervia e da empresa de ônibus atrasar, o que acontece? E quando o Metrô, a Supervia e o ônibus atrasa, o que deveria acontecer? E na realidade, o que acontece?
2) Por que a linha de trem de Belford Roxo, não  tem  nenhum dos trens novos? Por que quase todas as composições só têm 4 vagões? No que as pessoas das outras linhas são tão diferentes de nós?
3) Para que existe a polícia? O governo diz que é para manter a ordem. Contudo, no dia 15/08, o trem para B. Roxo das 18:15 saiu às 18:45 (Você acha problema frequente?) e, havia dois policiais na plataforma. Sabe o que eles fizeram: nada! Ou seja, a ‘ordem’ foi rompida pela Supervia e eles não a restabeleceram. Por que agiram assim? Já outro dia, um rapaz foi retirado do trem por estar atrapalhando os viajantes. Sabe o que ele fazia? Vendia bala. Questiono: quem mais rompeu a ‘ordem’? 
Publicação do Jornal Papo Kbça de agosto.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

PRIMEIRO CONTATO. PRIMEIRAS PALAVRAS.


Minha inspiração maior para escrever, vem da vontade da AFETIVIDADE se tornar de uma vez por todas, o guia supremo da humanidade.

Tomar atitude para sair da fala e entrar no mundo dos argumentos escritos, indiretamente, foi culpa do meu grande mestre Bruno Moreno e dos meus alunos do Instituto Nextel. Estes me encheram de motivação, quando ultrapassaram os limites da aula de Inclusão Digital, e resolveram através de blogs, OCUPAR a rede social com ideias originais e 'lindas', daqueles que não tem espaço e vida (sem não falam e nem são ouvidos, não têm existência) nos meios de comunicação de massa.

Não sei quem lerá minhas ideias (que sem dúvidas, pelo lado de quem olhar, serão consideradas radicais). Não me iludirei, pois sei que poucos darão o seu tempo precioso, para a leitura de um texto de alguém que não conhecem. Mesmo assim, toda vez que escrever, o farei para aqueles que anseiam por respostas para as perguntas mais banais, que dificultam nossa existência (O Brasil tem jeito? Todo político é ladrão? Quem ou o que gera a violência? Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?...). Todavia, aqui eles não encontrarão respostas, e sim, mais questões que serão pistas, como num mapa do tesouro, para que formulem suas próprias respostas.

Como todo autor, tem um leitor específico, também terei o meu, ou melhor, os meus. Toda vez que escrever, escreverei para minha esposa Jessica, meu pai Jorge, meu irmão Carlos e meu 'filho'/amigo Igor (ele só tem 32 anos). Porém, não falarei para eles que escrevo, pois quero que eles sintam curiosidade e pesquisem as palavras que são direcionadas a eles (lembro, que eles serão a representação da humanidade). Escreverei com amor, não por eles serem minha família, mas sim, porque eles são daqueles seres humanos, que lutam por uma sociedade melhor; e que me faz acreditar que uma mudança (do amor aos objetos às pessoas) de perspectiva é possível.

Paulo Martins