terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Poema Angústias profundas

por Paulo Martins


Em minha alma, há uma tristeza profunda.
Indago-me: para onde foi o amor e o carinho
do humano pelo Outro? Nunca existiu?
Na verdade, existe e não está longe.
Está dentro de nós.

Todavia, no mundo em vivemos,
um mundo para o consumo,
para encontrá-los não basta só querer;
é preciso desbravar em meio
a um lago de desejos por coisas fúteis.
Lá no mais profundo, há um baú
de codinome CORAÇÃO.

Ao chegar lá, basta abrí-lo;
e como num passe de mágica,
 o humano volta à existência. 


O que escolher? Não há nem o que pensar: Humanos!


2 comentários:

  1. Lindo poema!

    "É preciso desbravar em meio a um lado de desejos por coisas fúteis"
    Mas poucos são os que tem coragem e força para atravessar esse lago e chegar ao baú de codinome coração...

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  2. Maryanne, chegar ao baú requer o nosso querer, todavia, são poucos, e poucos mesmos, que em meio ao mundo super rápido e controlado pelo tempo e por coisas fúteis, que se preocupam em desbravar os caminhos que são mais difíceis de chegar aos verdadeiros sentimentos humanos. Bjs

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