Minha inspiração maior para escrever, vem da vontade da AFETIVIDADE
se tornar de uma vez por todas, o guia supremo da humanidade.
Tomar atitude para sair da fala e entrar no mundo dos
argumentos escritos, indiretamente, foi culpa do meu grande mestre Bruno Moreno
e dos meus alunos do Instituto Nextel. Estes me encheram de motivação, quando
ultrapassaram os limites da aula de Inclusão Digital, e resolveram através de
blogs, OCUPAR a rede social com ideias originais e 'lindas', daqueles que não tem espaço e
vida (sem não falam e nem são ouvidos, não têm existência) nos meios de comunicação de massa.
Não sei quem lerá minhas ideias (que sem dúvidas, pelo lado
de quem olhar, serão consideradas radicais). Não me iludirei, pois sei que
poucos darão o seu tempo precioso, para a leitura de um texto de alguém que não conhecem. Mesmo
assim, toda vez que escrever, o farei para aqueles que anseiam por respostas
para as perguntas mais banais, que dificultam nossa existência (O Brasil tem
jeito? Todo político é ladrão? Quem ou o que gera a violência? Quem nasceu
primeiro o ovo ou a galinha?...). Todavia, aqui eles não encontrarão respostas,
e sim, mais questões que serão pistas, como num mapa do tesouro, para que
formulem suas próprias respostas.
Como todo autor, tem um leitor específico, também terei o
meu, ou melhor, os meus. Toda vez que escrever, escreverei para minha esposa Jessica, meu pai Jorge, meu irmão Carlos e meu 'filho'/amigo Igor (ele só tem 32 anos).
Porém, não falarei para eles que escrevo, pois quero que eles sintam curiosidade e
pesquisem as palavras que são direcionadas a eles (lembro, que eles serão a representação da humanidade). Escreverei com amor, não por eles serem minha família, mas sim,
porque eles são daqueles seres humanos, que lutam por uma sociedade melhor; e que
me faz acreditar que uma mudança (do amor aos objetos às pessoas) de perspectiva
é possível.
Paulo Martins
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