quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A extinção dos políticos

As palavras política e político já se tornaram horrorosas, pelo menos no senso comum, pois quando as escutamos, as associamos as ações podres das pessoas que detém um cargo representativo que esqueceram ou não desejam nos representar.

Pois bem, vamos começar com a palavra político. Muitos dos nossos representantes (o mais assustador é que seja 95% deles) não merecem ser chamados assim. A palavra político não é merecedora de ser usada por esses nem de qualificá-los, já que é uma desonra para o termo qualificar alguém que vive longe do seu significado. Um (a) trabalhador (a) que sai de casa bem cedo (na maioria entre 4h e 7h da manhã) e que volta lá pelas tantas (20h, 21h, 22h etc.), ou aqueles que doam seu tempo, dinheiro, atenção, amor para os Outros, são pessoas mais merecedoras de serem chamados de políticos. Ou seja, para nós e, lógico para nossos representantes que são incorruptíveis, a palavra político é perfeita.

Deixa eu explicar o porquê dessa ideia. A palavra política significa segundo o dicionário LUFT: “governo dos povos e dos negócios públicos”; por outro lado, o dicionário Miniaurélio aponta duas ideias que nos servem: “2. Arte e ciência de bem governar, de cuidar dos negócios públicos (...) 4. Habilidade no trato das relações humanas”. Resumidamente, a ideia que nos é trazida é que política se refere àquilo que se faz para todos, para coletivo, portanto, público. E quem é o responsável por fazer e por cuidar do que já existe é o político.

Para melhor explicar vamos recorrer aos gregos e ao genialíssimo Rubem Alves. A palavra política vem de “polis” que significa cidade, e conforme Alves a cidade era um espaço seguro, ordenado e manso, onde os homens podiam se dedicar à busca da felicidade. E sabemos que todo espaço existente (como as casas, ruas, escolas e igrejas) necessita de alguém para cuidar, assim a “polis” grega também necessitava e o cuidador desse espaço era chamado de político. Por isso, Alves escreve “A vocação política, assim, estaria a serviço da felicidade dos moradores da cidade”.

Logo, a pessoa que quer praticar a política e se tornar um político tem que cumprir duas funções: CUIDAR do bem estar do coletivo e ESTAR a serviço da felicidade. Se falha em uma das duas já deixou de ser político, pois elas estão juntas e misturas.

Portanto, o político que diz que é do povo e para o povo, mas que ignora os sofrimentos humanos, na verdade não é político. Pode ser qualquer coisa, menos político. E também aquele que se vende por “30 moedas de prata” ou que desvia dinheiro da educação, saúde, segurança e outros, não é merecedor de ser chamado de político. Está mais próximo de ladrão, desumano, destruidor, homicida, genocida, corrupto e há mais termos... Mas caso já estejamos acostumados com a pronúncia política, podemos qualificá-los de: politiqueiro(s).

Por fim, precisamos unir nossas forças de políticos para acabar com as artimanhas dos politiqueiros.


Bibliografia
Dicionário Luft. São Paulo: Ática, 2005. (p 591)
Miniaurélio Século XXI Escolar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

Rubem Alves. “Sobre política e jardinagem”. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/r_alves/id221000.htm>. Acesso em: 4 set. 2009.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Perguntinhas interessantíssimas

Um pastor disse no seu sermão: "meus irmãos, Judas se vendeu por 30 moedas de prata e assim traiu Jesus".

Um garoto curioso perguntou para o pastor no final do sermão: "Pastor, então, a maior parte de nossos políticos também são Judas?".
O pastor disse: "Claro que não, meu filho.".
O garotão que não tinha nada de bobo, respondeu: "Pastor, o senhor entende de Bíblia, mas nada de atualidade. Enquanto Judas se vendeu por 30 moedas de pratas, nossos políticos (corruptos?) se vendem, e logo, nos traem por pouco mais de 30 segundos de propaganda de TV".
O pastor sem entender, desconversou e disse: "Menino, você está totalmente equivocado, pois não existe nenhuma relação entre Bíblia e política".


O menino respondeu: "Poxa, pastor, o senhor lembra o que o senhor falou há 10 minutos atrás? Porque na verdade, tem tudo a ver, e só os financiadores dos Judas fazem de tudo para mostrar que não...".